segunda-feira, 5 de julho de 2010

ReBirth

Já é mais do que altura.

A inspiração escasseia, mas este blog tem de voltar a viver.

Vá, amanhã começo a postar algo de jeito.

5 de Julho, Dia da Independência de Cabo Verde, Dia da Nossa Liberdade. Parabéns a todos nós.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

A Histeria. Rabiscos.

O século XXI ficará para a história como o mais histérico. Isso significa que confio no poder de regeneração da raça humana, ou melhor, que acredito piamente na impossibilidade das coisas piorarem, desafiando o engenheiro aeronauta Murphy.


quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Idiotas.

A comunicação é um dom e uma maldição. Para a perpetuação da espécie é fundamental fazer passar aos outros mensagens importantes: "dói", "dói muito", "estou a morrer", "estou feliz", "quero acasalar", entre outras.

Todavia, quando a comunicação não funciona, seja por problemas de emissão, recepção, ou ambos, entra-se no perigoso mundo das más interpretações, do exagero, da memória selectiva.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Meaningless. Desabafo.

Nunca paraste para pensar no que fizeste à tua vida? Nas oportunidades que tiveste e atiraste pela janela? Claro que sim. Quem não o faz? Confirmas a minha ideia preliminar. Somos todos uns idiotas, esperando eu que não estejas no lote dos que associam idiota a ideia. Tornar-te-ias um idiota ao quadrado.

Estar longe de casa é duro, tão duro que sobreviver à experiência deveria ter como prémio máximo um lugar ao lado do Pai (?). (Pois é, resultados da minha mudança de convicção religiosa. A partir de agora considero-me agnóstico, não ateu.)

Pânico.

Fobia social.


segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Outonando.

Equinócio. Igualdade. Metades. Sol. Árvores de folha caduca. Eis o Outono.

A época dos suicídios aproxima-se. Os céus tornar-se-ão nublados, convidando fatalmente as almas atormentadas a abeirarem-se de precipícios ou de frascos de medicamentos. Almas que anseiam pela libertação do jugo corpóreo, pela ascenção divina.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Humor. Pequeno conto, 2ª parte.

Líquido? Psicológico? Patológico? Latino? Anglo-saxónico?

Eis como cinco letras organizadas segundos ocultos desígnios carregam tão variados significados, desde os maus humores que, presumia-se, provocariam a peste, ao mau humor que hoje trago, não na forma líquida.

Dizem os sábios que uma boa gargalhada cura tudo. A propósito disso, deixo ficar uma frase de Bill Cosby: "Through humor, you can soften some of the worst blows that life delivers. And once you find laughter, no matter how painful your situation might be, you can survive it.". Sendo assim, porque não mandar batalhões de palhaços para palcos de guerra, fome, SIDA, miséria...?Sem dúvida um sorriso curará a ferida causada por uma bala perdida.

O meu riso preferido é o choro. Imbecil, o choro não é um tipo de riso. Como ia dizendo, o choro é o meu riso preferido. E insistes... Gosto de analisar esses assuntos do ponto de vista afectivo. Nem do ponto de vista lateral o choro é um riso. E, de facto, não há nada mais bonito do que ver alguém a chorar de alegria, seja um atleta olímpico que contornou barreiras intransponíveis para vencer uma medalha, seja um casal que, maravilhado pela oportunidade divina de gozar a companhia um do outro, chora na primeira vez que faz amor.

Quando imagino o Diabo, Belzebu, Satanás, Lucífer ele está sempre a rir-se. Associarei eu o riso à maldade intrínseca? E quando as pessoas (sor)riem genuinamente por motivos felizes? Falsas? Será que Deus sorri? Imagino-o sempre triste, sereno. Simpatizo mais facilmente com pessoas assim, com uma pequena aura de tristeza, sei lá, têm algo de puro nos olhos, nos gestos, na inocência. O riso é feio, faz-me ficar desconfiado. E explicar o porquê do choro ser um riso, não? Se calhar não é mesmo... o choro é genuíno.

Sentada ao piano, vem-lhe à cabeça o virtuoso polaco. Concerto para piano número dois em F menor. Os dedos deslizam, dotados de vontade própria, determinados a amainar a tempestade pelo poder da música. Eis que se instala o silêncio lá fora. Aqueles juntaram-se à tempestade e escutam, tentando simultanamente saborear. O mais velho d'aqueles, experiente, nota um travo a baunilha, talvez com um toque de frutos silvestres colhidos na véspera. Não se contêm com o prazer e explodem. Ela ouve tudo, enojada. Homens.